O ChatGPT-5, lançado na última semana pela OpenAI, pode consumir energia equivalente ao uso diário de 1,5 milhão de residências nos Estados Unidos — ou cerca de 7,5 milhões de lares brasileiros, segundo estimativa da Universidade de Rhode Island. O cálculo considera os 2,5 bilhões de solicitações diárias feitas ao modelo, desde perguntas simples até tarefas complexas.
A nova versão do chatbot apresenta avanços como menor incidência de erros e suporte multimídia, mas demanda até 20 vezes mais energia por resposta em comparação a modelos anteriores. Enquanto no GPT-3 uma consulta consumia cerca de 2 Wh, no GPT-5 esse valor pode chegar a 40 Wh, devido à maior complexidade das tarefas e ao processamento de texto, imagens e vídeos.
Além do uso diário, o treinamento e a fabricação de chips também têm alto impacto energético. Pesquisadores do Epoch.AI estimam que o treinamento de modelos similares ao GPT-4 consome, em três meses, entre 1.500 e 1.800 MWh — energia suficiente para abastecer 20 mil casas americanas no mesmo período.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, informou em junho que cada consulta ao ChatGPT consome cerca de 0,34 Wh e utiliza 0,000085 galão de água para resfriamento dos data centers. Apesar de parecer pouco, o volume diário de acessos eleva significativamente o impacto total.
Fonte: Veja







