A Paróquia da Sagrada Família, pertencente à diocese de Oeiras, deu o pontapé inicial na Campanha da Fraternidade de 2025. O evento de abertura, realizado recentemente, apresentou o tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31), conforme divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A iniciativa visa estimular a reflexão e ação em relação à crise socioambiental.
A solenidade de lançamento contou com a acolhida inicial do CEFAS (Mística), seguida pela apresentação do Hino e da Oração oficiais da CF-2025. O estudo inaugural da campanha foi conduzido pelo Padre João de Deus, que introduziu o tema central. Em seguida, o Padre Possidônio Barbosa proferiu as reflexões “VER/OUVIR” – “Deus viu que tudo era muito” (Gn 1,31) – e “ILUMINAR/DISCENIR” – “este é o sinal que faço entre mim e toda a carne sobre a terra” (Gn 9,17).

A professora Gabriela Belo aprofundou a temática da Ecologia Integral, abordando a grave crise socioambiental, alternativas para sua superação, a necessidade de conversão ecológica e a importância da mobilização da sociedade.
A escolha do tema para a Campanha da Fraternidade 2025 reflete a crescente preocupação com as questões ambientais e sociais. A decisão da CNBB foi influenciada por datas e acontecimentos relevantes, como os 800 anos do “Cântico das Criaturas” de São Francisco de Assis, os 10 anos da encíclica “Laudato Si” do Papa Francisco, a recente publicação da exortação apostólica “Laudate Deum” e a futura realização da COP 30 em Belém (PA), marco por ser a primeira conferência climática da ONU sediada na Amazônia.
A identidade visual da campanha, idealizada por Paulo Augusto Cruz, da Assessoria de Comunicação da CNBB, incorpora elementos simbólicos importantes. A figura central de São Francisco de Assis representa a harmonia com Deus, com o próximo e com a criação, inspirada na obra barroca “Êxtase de São Francisco de Assis”. A Cruz, posicionada centralmente, evoca a espiritualidade quaresmal e a experiência de São Francisco com o crucifixo. Elementos da natureza brasileira, como a araucária, o ipê amarelo, o igarapé, o mandacaru, a onça-pintada e as araras-Canindé, simbolizam a rica biodiversidade do país e a urgência de sua preservação. A representação de cidades, com seus prédios e favelas, ilustra o processo de urbanização e a necessária integração entre o ambiente urbano e a natureza.


