Em pouco mais de um ano, oito recém-nascidos com cardiopatia congênita morreram no Piauí devido à falta de atendimento médico especializado. A Defensoria Pública da União entrou com ações judiciais contra a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e o Ministério da Saúde, exigindo soluções imediatas.
O estado não possui serviços de alta complexidade para cardiopatias em bebês. Os casos graves dependem de transferência para hospitais em Fortaleza (CE) ou São Paulo (SP), mas muitas crianças morrem antes da autorização judicial. Mães relatam demora nos processos e falta de exames pré-natais para diagnóstico precoce.
A Sesapi afirmou que está reorganizando a rede de saúde, com planos para habilitação de cirurgias cardíacas no Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP) e na Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER). A pasta alega prioridade no tema, mas reconhece a necessidade de encaminhamentos externos para casos complexos.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem com cardiopatia por ano no Brasil. A Defensoria Federal pede exames pré-natais e transferência antecipada de gestantes para centros de referência.
Fonte: Cidades na net.








