A Polícia Civil do Piauí, em ação conjunta com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-PI), deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Carbono Oculto 86, que apura a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis do estado. A operação resultou na interdição de 49 postos em Picos e em outras 15 cidades do Piauí, Maranhão e Tocantins, conforme informações da SSP-PI.
A investigação aponta que o grupo criminoso utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas e manipular o mercado de combustíveis. O esquema também envolvia empresários locais conectados a operadores financeiros já investigados pela operação nacional Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público de São Paulo.
As equipes seguem em campo nesta quarta-feira (5) executando medidas judiciais de interdição em postos localizados em Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira, além de Peritoró, Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras, no Maranhão, e São Miguel do Tocantins, no Tocantins.
A operação conta com apoio de órgãos fiscais e de segurança, que unem esforços para rastrear a origem dos capitais e identificar o envolvimento de redes empresariais no esquema. Segundo a SSP-PI, a ofensiva marca um avanço na integração entre inteligências financeira e policial, buscando impedir a expansão das organizações criminosas no setor econômico.
Uma coletiva de imprensa será realizada às 11h desta quarta-feira (5), na sede do Ministério Público do Piauí, para detalhar os resultados da operação e as próximas etapas da investigação.

