Ex‑presidente Jair Bolsonaro é alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no dia 18 de julho de 2025. Medidas cautelares incluem uso de tornozeleira eletrônica, restrições à comunicação e recolhimento domiciliar. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da petição PET 14129.
O ex‑presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal, foi alvo de uma operação da Polícia Federal em Brasília na manhã de 18 de julho de 2025, com mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência no bairro Jardim Botânico e na sede do PL, conforme apuração da CBN. A medida acontece por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo identificado como.
Durante a operação, foram aplicadas várias medidas cautelares, entre elas:
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Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
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Recolhimento domiciliar entre 19h e 7h, incluindo fins de semana;
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Proibição de acesso a redes sociais;
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Vedação de contato com diplomatas, embaixadores, investigados e réus;
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Proibição de comunicação com seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro;
Conforme nota oficial da PF, a ação integra “mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão”, atendendo a decisão do STF no âmbito da PET 14129. À época, Bolsonaro estava em casa quando a polícia chegou. Fontes ouvidas pelo Brasil de Fato indicam que o equipamento de monitoramento foi instalado após o ex‑presidente ser levado à sede da PF.
A operação ocorre em meio ao processo que investiga suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A investigação central, chamada “Operação Contragolpe”, tramita desde novembro de 2024 e envolve indiciamentos por organização criminosa, obstrução à Justiça e ameaça ao Estado Democrático de Direito. A possibilidade de pedido de asilo nos Estados Unidos, motivada pela proximidade política entre Bolsonaro e o ex‑presidente Donald Trump, motivou a imposição da tornozeleira.
A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas restrições. As medidas representam nova etapa no desdobramento da investigação, que poderá levar à condenação do ex‑presidente por tentativa de golpe, com pena que pode somar mais de 40 anos de prisão, caso comprovados crimes como organização criminosa armada e abolição violenta do Estado de Direito







