A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto para investigar fraudes em descontos associativos aplicados indevidamente em aposentadorias e pensões, informou o Cidade Verde.
A ação cumpre 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares no Piauí, Distrito Federal e em mais 14 estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Segundo a PF, a investigação aponta a atuação de uma organização criminosa especializada em inserir dados falsos em sistemas oficiais, realizar estelionato previdenciário e praticar corrupção. O grupo é suspeito de aplicar mensalidades não autorizadas em benefícios do INSS, simulando a filiação dos aposentados a associações inexistentes ou sem estrutura.
A primeira fase da operação, realizada em 23 de abril, revelou que os valores eram descontados como se os beneficiários tivessem aderido a serviços como assistência jurídica ou vantagens comerciais, o que não ocorria. De acordo com o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, 11 associações foram alvo das medidas desta etapa e tiveram suas atividades suspensas.
Os contratos firmados entre aposentados, pensionistas e as entidades investigadas também foram suspensos, como forma de evitar novos prejuízos. A PF segue analisando documentos, fluxos financeiros e possíveis responsáveis pelo esquema, que movimentou recursos de forma irregular em diversos estados.

