Um internauta, que prefere não se identificar, registrou o momento em que a equipe médica de uma unidade avançada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Piripiri, 157 Km de Teresina, pega emprestado um cilindro de oxigênio de uma oficina e instala dentro da ambulância. O equipamento foi usado durante a transferência de uma paciente. O fato foi confirmado pela coordenação do Samu da cidade.
Internauta enviou imagens mostrando a utilizaçãodo cilindro improvisado (Foto: Arquivo pessoal)
Segundo o internauta, o flagrante ocorreu na segunda-feira (18) quando uma idosa precisou ser transferida do Hospital Chagas Rodrigues, no município, para o Hospital Dirceu Arcoverde (Heda) em Parnaíba, no Litoral do estado, distante 152 Km. O G1 entrevistou a filha da paciente que foi transferida de forma improvisada. A mulher, que também não quis se identificar, comentou sobre a transferência e disse que o cilindro de oxigênio funcionou durante a viagem.
Ambulância em que o cilindro foi improvisado (Foto:Arquivo pessoal)
Minha mãe teve início de pneumonia e precisou ser transferida para outro hospital. Na hora da mudança, não tinha cilindro e somente duas horas depois, eles conseguiram o equipamento. Agora, ele está internada na Unidade de Terapia Intensiva(UTI)”, contou.
O coordenador do Samu em Piripiri, Saul Neres, confirmou o ocorrido, mas disse que o fato se deu por uma série de fatores. “Tínhamos vários cilindros, mas que estavam com metade de sua capacidade. Além disso, o distribuidor de oxigênio, que passa religiosamente toda semana, estava há 10 dias sem aparecer na cidade. Estávamos usando nossa reserva técnica e isso motivou o ocorrido”, afirmou.
Segundo o internauta que denunciou o caso, transferências de forma improvisada acontecem com frequência. “A ambulância não possui cilindro de oxigênio e para suprir a ausência do equipamento, a equipe médica pegou emprestado o cilindro de uma oficina instalada próxima ao Hospital Chagas Rodrigues. Isso acontece há muito tempo”, declarou.
Saul Neres afirmou que a improvisação foi um caso isolado, mas que foi tão bem sucedida, que deve virar permanente. “Aconteceu que precisamos de um cilindro para uma viagem longa e sempre temos que pensar em imprevistos. E como no momento da transferência daquela paciente, não tínhamos uma bala com oxigênio sobrando, preferimos usar um dos grandes. Ele estava muito bem amarrado e vou tentar adaptar a ambulância para que ele fique fixo no veículo”, afirmou.
G1 Piauí





