O Piauí apresentou a segunda maior taxa de violência contra mulheres em 2024, com 7,22 casos a cada 100 mil habitantes, segundo o relatório “Elas Vivem: um caminho de luta”, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Rede de Observatórios da Segurança. O estado ficou atrás apenas do Amazonas, que registrou 15,32 casos no mesmo período. O estudo monitorou nove estados brasileiros, incluindo Ceará, Bahia e São Paulo.
Em 2024, o Piauí contabilizou 238 casos de violência de gênero, um aumento de 17,8% em relação ao ano anterior. Desse total, 36 foram feminicídios, embora a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado tenha registrado 40 assassinatos de mulheres. A capital Teresina lidera as ocorrências, com 101 casos, seguida por Parnaíba, com 14.
O relatório destacou a falta de transparência nas investigações. Em 97,2% dos casos, não há informações sobre características sociais, étnico-raciais ou econômicas das vítimas, o que dificulta a criação de políticas públicas eficazes. Além disso, 52,7% dos feminicídios não revelam a motivação dos crimes.
A Rede de Observatórios da Segurança ressaltou a necessidade de maior investimento em serviços de apoio e conscientização masculina. O boletim também apontou a invisibilidade da violência contra mulheres trans, já que não há dados oficiais sobre esse grupo.
Canais de denúncia no Piauí
- Polícia Militar: 190
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Guarda Maria da Penha (Teresina): 153
- Secretaria da Mulher: (86) 9 99432-6900
- Aplicativo “Ei, mermã! Não se cale!”: 0800-000-1673 Fonte: G1 Piauí.







