Polícia aponta Estado Islâmico como motivação de ataque em Sydney

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Uma pessoa deixa o local com seu filho, que está coberto por um cobertor térmico, após um tiroteio na praia de Bondi, em 14 de dezembro de 2025, em Sydney, Austrália • George Chan/Getty Images
Uma pessoa deixa o local com seu filho, que está coberto por um cobertor térmico, após um tiroteio na praia de Bondi, em 14 de dezembro de 2025, em Sydney, Austrália • George Chan/Getty Images

A polícia da Austrália afirmou que o ataque ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, no domingo, 14, foi motivado pela ideologia do Estado Islâmico. A ação deixou 15 mortos durante a celebração da primeira noite do festival judaico Hanukkah e é considerada o pior massacre a tiros no país em quase 30 anos. As informações foram divulgadas por autoridades australianas e publicadas pela CNN.

Os suspeitos são pai e filho. Sajid Akram, de 50 anos, morreu em troca de tiros com a polícia. Naveed Akram, de 24 anos, ficou ferido, está sob custódia hospitalar e deve ser formalmente acusado. Segundo a polícia, os dois teriam como alvo judeus australianos que participavam da comemoração religiosa na praia.

Investigações apontam que a dupla esteve no sul das Filipinas no mês anterior ao ataque, região conhecida por atividades extremistas. Autoridades antiterrorismo acreditam que os suspeitos receberam treinamento militar no local. Duas bandeiras artesanais do Estado Islâmico e artefatos explosivos improvisados foram encontrados em um veículo registrado em nome do suspeito mais jovem.

O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que o atentado foi inspirado por ideologia extremista e que não há indícios de envolvimento de uma célula maior. A polícia de Nova Gales do Sul informou que, até o momento, não existem provas da participação de outras pessoas.

Naveed Akram já havia sido investigado pela agência de inteligência ASIO em 2019 por ligações com indivíduos posteriormente presos, mas o caso foi encerrado por falta de provas de radicalização. O pai também foi ouvido à época e não apresentou indícios de envolvimento com extremismo.

As autoridades investigam agora a viagem às Filipinas, incluindo destinos e possíveis contatos mantidos no país. Sajid Akram possuía licença legal para porte de armas e seis armamentos foram apreendidos em imóveis ligados à dupla.

O governo australiano reforçou que o caso reacende o alerta sobre radicalização individual e extremismo violento. A investigação segue em andamento.

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