Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco mobiliza dezenas de agentes nesta quarta-feira (25) para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar concursos públicos e lavar dinheiro. A ação ocorre em diferentes cidades do estado e também alcança o Rio Grande do Norte, indicando a dimensão do esquema investigado.
Batizada de Operação Kýma — termo de origem grega que significa “onda” —, a ofensiva cumpre 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. A investigação teve início em dezembro de 2025 e já resultou na determinação judicial de bloqueio de ativos financeiros dos envolvidos.
Ao todo, cerca de 130 policiais civis participam da operação, entre delegados, agentes e escrivães. Os mandados foram expedidos pela 15ª Vara Criminal da Capital.
O caso chama atenção pelo alcance das investigações, que apontam para uma atuação estruturada e interestadual. As ações ocorrem em cidades como Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Petrolina e Vitória de Santo Antão, além de unidades prisionais e municípios do Rio Grande do Norte.
Operação atinge cidades em Pernambuco e no RN
A ofensiva conta com apoio de diferentes órgãos estratégicos, incluindo a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, o Comando de Operações e Recursos Especiais (Core) e a Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social.
Também participam a Polícia Federal, o Instituto de Criminalística e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Outro ponto relevante é o envolvimento de setores ligados ao sistema penitenciário, o que pode indicar ramificações do esquema além do ambiente externo.
Nova operação amplia cerco contra fraudes
Paralelamente, a Polícia Civil deflagrou a Operação Crivo, também voltada ao combate a fraudes em concursos públicos. Nesta ação, são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 19ª Vara Criminal da Capital.
Cerca de 110 policiais civis participam da segunda operação, que também se estende a cidades de Pernambuco e ao município de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
As investigações da Operação Crivo começaram em 2025 e contam com o suporte da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, além do apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), da Polícia Federal e da Polícia Civil potiguar.
O cenário é ainda mais relevante porque revela uma atuação simultânea das autoridades para conter diferentes núcleos suspeitos de fraudar processos seletivos, prática que impacta diretamente a lisura dos concursos públicos e a confiança da população.
Outros desdobramentos das investigações não estão descartados e devem surgir à medida que o material apreendido for analisado.



