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Polícia recaptura 444 presos após rebeliões em presídios de São Paulo

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) afirmou nesta terça-feira, 17, que subiu para 444 o número de presos recapturados pela Polícia Militar após rebeliões em quatro penitenciárias paulistas. Os motins foram motivados pela proibição do governo à saída de detentos do regime semiaberto em razão do avanço do coronavírus.

“O Grupo de Intervenção Rápida controlou a situação nos presídios de forma imediata. Até as 8h15 desta terça-feira, 444 presos foram recapturados pela Polícia Militar com apoio de agentes de segurança penitenciária. A SAP realiza a contagem para determinar o número exato de fugitivos”, diz a secretaria em nota.

As rebeliões ocorrem nos Centros de Progressão Penitenciária de Mongaguá (Baixada Santisa), Tremembé e Porto Feliz, além da ala de semiaberto da Penitenciária II de Mirandópolis (interior de São Paulo). As unidades rebeladas são destinadas a quem cumpre pena no regime semiaberto – ou seja, tem direito a seis “saidinhas” por ano. Os presos ficaram sabendo na segunda-feira 16 que não poderiam ser liberados nesta terça-feira para a saída de Páscoa, antecipada por algumas penitenciárias neste ano.

O veto foi decidido pela Justiça de São Paulo, a pedido do governo do estado, como medida para conter o avanço do coronavírus. “A medida foi necessária, pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados”, afirma a secretaria.

Os presos souberam da mudança hoje e iniciaram os tumultos. “Muitos já estavam preparados para sair e ficaram revoltados”, disse Antônio Ramos, presidente do sindicato dos agentes de escolta e vigilância de São Paulo. “Imagine quando o governo proibir as visitas, o que já aconteceu em outros estados”, afirmou Fabio Jabá, presidente do sindicato dos funcionários do sistema prisional de São Paulo.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Veja

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