A Nasa anunciou nesta quinta-feira que decidiu antecipar o retorno de uma tripulação de quatro astronautas que atua a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), após um dos membros apresentar um problema de saúde considerado grave. A agência informou que o astronauta está em condição estável, mas não divulgou identidade nem detalhes clínicos por questões de privacidade.
Segundo a Nasa, a decisão não se trata de uma evacuação de emergência, mas de uma medida preventiva. “Sempre priorizamos a saúde dos astronautas”, afirmou um representante da agência durante coletiva de imprensa.
Missão Crew-11 terá retorno antecipado após decisão inédita
A tripulação envolvida é a Crew-11, formada pelos astronautas da Nasa Zena Cardman e Mike Fincke, pelo japonês Kimiya Yui, da JAXA, e pelo cosmonauta russo Oleg Platonov.
Esta é a primeira vez na história da ISS, que mantém presença humana contínua desde o ano 2000, que uma missão é encerrada de forma antecipada por motivo médico. De acordo com James Polk, diretor médico da agência, também é a primeira vez em mais de 65 anos da Nasa que uma missão termina antes do prazo por problema de saúde.
Na quarta-feira, a agência já havia cancelado uma caminhada espacial que estava programada para esta quinta, o que reforçou a avaliação médica e operacional que culminou na decisão.
Retorno pode impactar pesquisas científicas na estação
A Crew-11 chegou à ISS em agosto do ano passado a bordo de uma cápsula SpaceX Crew Dragon e tinha previsão de permanecer cerca de seis meses em órbita. Com a antecipação, a Nasa deve divulgar em até 48 horas o cronograma detalhado de retorno.
Mesmo com a saída do grupo, um astronauta americano permanecerá na estação, acompanhado por dois cosmonautas russos. Segundo especialistas, parte dos experimentos científicos e atividades de pesquisa pode ser adiada até a chegada da próxima tripulação.
Para o cientista espacial Simeon Barber, da Open University, a equipe remanescente deverá priorizar a manutenção da estação. “A ISS é uma estrutura complexa, projetada para operar com equipes reduzidas, mas isso exige ajustes no ritmo de trabalho”, explicou.







