O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu adotar posição oficial contrária à chamada PEC da Blindagem após críticas internas e externas sobre a postura da legenda na votação do primeiro turno na Câmara dos Deputados. A proposta, que dificulta o avanço de investigações contra parlamentares, contou com o apoio de 12 deputados petistas, o que gerou constrangimento dentro da sigla.
O episódio provocou atritos entre correntes do partido. De um lado, parlamentares defendiam rejeição à PEC. De outro, havia quem sustentasse a necessidade de acordo com o Centrão, em troca de apoio para barrar a anistia e viabilizar a agenda do governo Lula. O cálculo político não surtiu efeito e aumentou o desgaste.
A postura dividida foi atribuída por integrantes da base a falhas de articulação da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do presidente da Câmara, Hugo Motta. Deputados também compararam a condução do caso com a gestão do ex-presidente da Casa, Arthur Lira, que, segundo eles, não teria levado um tema polêmico a votação sem apoio articulado no Senado.
Diante da repercussão, lideranças petistas assumiram o discurso de oposição à proposta. Durante atos públicos no fim de semana, dirigentes do partido reforçaram críticas à PEC e à anistia. O presidente da sigla, Edinho Silva, declarou à CNN que a orientação é clara e determinante: todos os senadores do PT deverão votar contra a medida.
Parlamentares que apoiaram a PEC tentaram justificar a decisão, enquanto os que rejeitaram a proposta ampliaram a pressão sobre os colegas. O deputado Rui Falcão (SP), ex-presidente do PT, afirmou que seguirá votando contra qualquer acordo semelhante.
A legenda agora busca reverter o desgaste político e restabelecer unidade no Congresso, em um movimento que marca a tentativa de fechar a crise aberta pela votação.
Fonte: CNN Brasil.







