Sonda chinesa registra imagens inéditas do cometa interestelar 3I/ATLAS

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3.out.2025 - Imagem do 3I/ATLAS capturada pela câmera de alta resolução da sonda Tianwen-1 a uma distância de aproximadamente 28,96 milhões de quilômetros Imagem: Divulgação/CNSA
3.out.2025 - Imagem do 3I/ATLAS capturada pela câmera de alta resolução da sonda Tianwen-1 a uma distância de aproximadamente 28,96 milhões de quilômetros Imagem: Divulgação/CNSA

A sonda espacial Tianwen-1, da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), registrou imagens inéditas do cometa 3I/ATLAS, um objeto que se desloca de fora do Sistema Solar. As fotos foram capturadas no dia 3 de outubro, a cerca de 30 milhões de quilômetros de distância, conforme divulgou o Portal G1.

As imagens mostram o movimento do cometa e resultaram em uma animação criada a partir de várias fotografias tiradas em 30 segundos, evidenciando o deslocamento do 3I/ATLAS pelo espaço. Segundo a CNSA, os dados obtidos contribuirão para novas pesquisas sobre a origem e trajetória do corpo celeste.

A Tianwen-1, lançada em julho de 2020, tem como missão principal o estudo de Marte. Em setembro deste ano, os cientistas chineses ajustaram a rota e os sensores da sonda para registrar o cometa, em uma operação considerada complexa devido à velocidade e distância envolvidas. O 3I/ATLAS se move a cerca de 58 km por segundo, enquanto a sonda viaja a aproximadamente 86 km por segundo.

O cometa foi descoberto no Chile, em 1º de julho, por meio do telescópio ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), localizado em Rio Hurtado e financiado pela Nasa. Este é apenas o terceiro objeto interestelar já identificado por astrônomos.

De acordo com a Nasa, o 3I/ATLAS não oferece risco à Terra e passará a uma distância segura do planeta. Astrônomos da Agência Espacial Europeia (ESA) estimam que o corpo celeste possa ser o cometa mais antigo já observado, com cerca de 3 bilhões de anos a mais que o próprio Sistema Solar, que tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos.

Antes dele, apenas dois objetos semelhantes haviam sido detectados: o 1I/‘Oumuamua, em 2017, e o 2I/Borisov, em 2019.

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