Mulheres em situação de violência passarão a contar com atendimento psicológico on-line pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço foi anunciado pelo governo federal e começará a ser ofertado inicialmente nas capitais Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), com previsão de expansão gradual para outras cidades até alcançar todo o país até junho.
A iniciativa prevê cerca de 4,7 milhões de atendimentos por ano e será realizada em parceria com instituições de apoio à gestão do SUS. O acesso ao teleatendimento poderá ocorrer por encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou por meio da rede de proteção às mulheres.
Também será possível solicitar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que terá um miniaplicativo específico para o serviço.
Atendimento psicológico pelo SUS integra rede de proteção às mulheres
Após o cadastro no sistema, a paciente passará por uma avaliação inicial e receberá a data e o horário da consulta on-line. A primeira sessão tem como objetivo identificar possíveis riscos, compreender as necessidades da vítima e integrar o acompanhamento psicológico com outros serviços de saúde e assistência social.
O pacote de cuidados anunciado pelo governo federal inclui ainda serviços complementares voltados à saúde integral das mulheres. Entre eles está a reconstrução dentária para vítimas de agressão, além de atendimento humanizado em unidades de saúde.
A medida faz parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio, lançado pelo governo federal em fevereiro. A proposta busca integrar atendimento remoto, suporte presencial e políticas públicas de prevenção à violência de gênero.
Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o novo serviço transforma diretrizes de proteção em ações práticas dentro do sistema público de saúde.
“É dever do Estado proteger, cuidar e fortalecer as mulheres. Sabemos como a sobrecarga de trabalho e a violência de gênero comprometem a saúde mental. Agora, com esse atendimento pelo SUS, elas serão acolhidas e ouvidas, estejam onde estiverem”, afirmou a ministra.




