Quatro suspeitos de envolvimento no latrocínio do empresário do ramo de joias Edivan Francisco de Moraes foram presos na manhã desta sexta-feira (23) durante a Operação Caronte, deflagrada em Teresina, Altos e Timon. O crime ocorreu no dia 3 de janeiro e, segundo a polícia, teve motivação patrimonial.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, os investigados atraíram a vítima para uma falsa negociação de 98 gramas de ouro, avaliada em cerca de R$ 40 mil. O plano previa matar o empresário dentro da própria residência e roubar as joias que ele usava, além de fugir no carro da vítima.
Investigação aponta crime planejado e divisão de tarefas
A SSP-PI informou que o latrocínio foi cuidadosamente planejado, com divisão de funções entre os envolvidos — desde o contato inicial para atrair o empresário até a fuga após o crime. O sistema de videomonitoramento SPIA auxiliou na reconstrução da rota do veículo roubado e no mapeamento do deslocamento dos suspeitos.
As investigações indicam que Edivan realizava negociações presenciais de compra e venda de ouro e passou a receber contatos insistentes no início de janeiro para concluir a suposta transação.
Vítima foi monitorada antes do crime
O delegado Natan Cardoso, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, afirmou que o suspeito conhecido como “GG” foi o principal intermediador da negociação falsa, mantendo contato direto com a vítima e monitorando em tempo real o seu deslocamento no dia do crime.
Ainda segundo a polícia, os investigados conhecidos como “Neurótico” e “Raimundinho” integram o núcleo operacional e são apontados como participantes diretos da execução. Os criminosos também teriam retirado um equipamento de armazenamento de imagens do local para eliminar possíveis registros.
Apoio logístico e outros envolvidos
A investigação aponta que a ação contou com apoio logístico para facilitar a movimentação do grupo e a fuga. Um suspeito identificado pelas iniciais V. N. S. teria dirigido um carro de apoio antes e depois do crime. Outros investigados, conhecidos como “Rei do Ouro” e “Do Mal”, são citados como integrantes da estrutura operacional, com participação relevante no planejamento e na execução.
Além dos quatro presos, outros dois suspeitos permanecem foragidos. A Polícia Civil do Piauí informou que divulgará as imagens dos investigados ao longo desta sexta-feira para auxiliar nas buscas.







