Textor reconhece fracasso do Botafogo em 2025 e defende apoio financeiro ao Lyon

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Artur Jorge comemora título do Botafogo na Libertadores ao lado de John Textor — Foto: Antonio Lacerda/EFE
Artur Jorge comemora título do Botafogo na Libertadores ao lado de John Textor — Foto: Antonio Lacerda/EFE

Dono da SAF admite temporada decepcionante, explica saídas de atletas e nega arrependimento por ajudar clube francês em crise

O empresário americano John Textor admitiu que a temporada de 2025 do Botafogo é “um fracasso”, mas defendeu a colaboração entre o clube carioca e o Lyon, da França, ambos ligados ao grupo Eagle. Em entrevista ao ge, o dirigente afirmou que não se arrepende das operações financeiras realizadas entre as duas equipes e negou que a atenção dada ao clube francês tenha prejudicado o desempenho do time brasileiro.

Segundo Textor, a parceria com o Lyon foi fundamental para atrair jogadores de destaque ao Botafogo, como Almada, Luiz Henrique e Igor Jesus. “A maioria dos atletas via a chance de jogar na Europa como um incentivo. Essa colaboração foi valiosa. Quando vejo o troféu da Libertadores, não posso estar arrependido”, declarou.

O americano revelou que o Lyon enfrenta problemas financeiros desde 2023 e que parte das negociações de jogadores do Botafogo ocorreu para socorrer o clube europeu. O CEO Thairo Arruda chegou a enviar uma carta à diretoria francesa relatando prejuízos em vendas de atletas. “O Lyon deve muito dinheiro ao Botafogo, e o Botafogo também deve a eles. Em valores líquidos, o Lyon e a Eagle devem cerca de US$ 160 milhões, enquanto o Botafogo deve aproximadamente US$ 92 milhões”, detalhou Textor.

O dirigente também comentou a debandada de jogadores após as conquistas do Brasileirão e da Libertadores de 2024. Dos titulares da temporada passada, apenas Barboza, Vitinho, Bastos e Marlon Freitas seguem no elenco. “Metade quis sair. É natural. Quando se ganha títulos, muitos querem novos desafios na Europa”, avaliou.

Textor reconheceu que o início de 2025 foi marcado por erros, especialmente na demora para contratar um técnico após a saída de Artur Jorge para o Al-Rayyan, do Catar. Renato Paiva só assumiu o cargo quase dois meses depois. “Cinco ou seis treinadores recusaram o emprego. Foi difícil convencer alguém. Não foi falta de planejamento, mas de aceitação”, explicou.

O empresário encerrou afirmando que aceita críticas, mas rejeita exageros. “Estamos em quarto lugar no Brasileirão. Eu disse que seria um fracasso se não vencêssemos nada, e realmente é. Mas o clube segue forte e aprendendo com os erros”, concluiu.

Fonte: Ge.Globo.

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