Trump ameaça Maduro e cita força militar dos EUA na América do Sul

Donald Trump ameaça Nicolás Maduro, cita força militar dos EUA na América do Sul e intensifica discurso contra o governo venezuelano.

Participe do nosso grupo de Whatsap

O presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhado pelo secretário de Estado Marco Rubio, anuncia a criação do navio de guerra da classe "Trump" durante uma declaração à imprensa na propriedade de Trump em Mar-a-Lago, em 22 de dezembro de 2025, em Palm Beach, Flórida. • Tasos Katopodis/Getty Images
O presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhado pelo secretário de Estado Marco Rubio, anuncia a criação do navio de guerra da classe "Trump" durante uma declaração à imprensa na propriedade de Trump em Mar-a-Lago, em 22 de dezembro de 2025, em Palm Beach, Flórida. • Tasos Katopodis/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o governo da Venezuela nesta segunda-feira, 22 de dezembro, ao afirmar que uma eventual reação do presidente Nicolás Maduro seria decisiva e definitiva. Em declarações a jornalistas, Trump destacou o reforço da presença militar americana na América do Sul e sugeriu que seria “inteligente” se o líder venezuelano deixasse o poder. As informações foram divulgadas pela CNN.

Questionado sobre por que Maduro deveria levar suas declarações a sério, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos mantêm atualmente a maior força naval já posicionada na América do Sul. Segundo ele, a decisão sobre os próximos passos caberia exclusivamente ao governo venezuelano.

Trump declarou ainda que, caso Nicolás Maduro “jogue duro”, essa seria a última oportunidade para fazê-lo. O presidente americano não descartou a possibilidade de pressionar diretamente pela saída do venezuelano do cargo, afirmando que essa decisão dependeria da postura adotada por Caracas.

As declarações ocorrem em meio ao lançamento de uma nova classe de navios de guerra dos Estados Unidos, denominada “Classe Trump”, que deverá substituir embarcações mais antigas da frota naval. Segundo o presidente, os novos navios serão os maiores já construídos pelo país e contarão com armamentos de última geração, incluindo mísseis hipersônicos, canhões eletromagnéticos e sistemas avançados de defesa a laser.

Pressão militar e diplomática

Nos últimos meses, os Estados Unidos ampliaram operações militares no Caribe, com o envio de aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões, sob o argumento de combate ao narcotráfico. As ações incluem interceptações de embarcações no Caribe e no Pacífico suspeitas de transportar drogas, embora a legalidade dessas operações seja questionada por especialistas.

A Casa Branca acusa o regime venezuelano de manter vínculos com o narcotráfico e com o chamado Cartel de Los Soles. Segundo fontes ouvidas pela CNN, o governo americano também estuda cenários para um eventual período pós-Maduro, embora não haja decisão formal sobre um ataque direto à Venezuela.

Em novembro, Trump chegou a conversar por telefone com Maduro, ocasião em que teria apresentado um ultimato para que o presidente venezuelano deixasse o poder. O pedido não foi atendido. Desde então, novas medidas elevaram a tensão bilateral, como a apreensão de um petroleiro próximo à costa venezuelana e o anúncio de um bloqueio total contra embarcações sancionadas pelo governo americano.

O governo da Venezuela classificou as ações como ilegais e acusou os Estados Unidos de pirataria internacional, enquanto Washington reforça que manterá a pressão política, econômica e militar contra o regime de Caracas.

Conteúdo relacionado

Publicidade

Deixe um comentário

Aviso: os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não refletem a opinião do Portal Integração. É proibida a inclusão de comentários que violem a lei, a moral e os princípios éticos, ou que violem os direitos de terceiros. O Portal Integração reserva-se o direito de remover, sem aviso prévio, comentários que não estejam em conformidade com os critérios estabelecidos neste aviso.

Veja também...