A piauiense Tailana Moura da Silva, de 36 anos, foi sepultada na manhã desta segunda-feira (2), em Teresina, após ser assassinada no município de Araçoiaba, na Região Metropolitana do Recife. O principal suspeito é o marido, José Diogo de Matos, que foi preso em flagrante e autuado por feminicídio.
O enterro aconteceu às 10h no Cemitério São José Batista, na região da Santa Maria da Codipi, Zona Norte da capital. Natural de Luzilândia, Tailana teve o sepultamento realizado em Teresina por decisão da família.
As investigações da Polícia Civil de Pernambuco apontam que a vítima foi morta por estrangulamento com o cabo de um carregador de celular, dentro da residência onde vivia com o suspeito. Inicialmente, o homem levou a companheira a uma unidade de saúde alegando que ela teria tirado a própria vida.
No entanto, profissionais de saúde identificaram marcas no pescoço incompatíveis com a versão apresentada. Conforme já havia sido apurado, Tailana também apresentava lesões nos braços, o que reforçou a suspeita de violência.
Ainda no hospital, José Diogo teria ameaçado um médico para que fosse emitido um atestado de óbito indicando suicídio. Diante da situação, a equipe acionou a polícia, que realizou a prisão em flagrante.
O caso ganhou novos contornos ao ser comparado com os primeiros relatos. Horas antes de morrer, na mesma sexta-feira (27), Tailana havia procurado atendimento médico relatando fortes cólicas menstruais e foi liberada sem apresentar sinais aparentes de agressão.
Pouco tempo depois, retornou à unidade já sem vida, levada pelo companheiro. A mudança no quadro clínico em curto intervalo de tempo passou a ser um dos pontos centrais da investigação.
A relação entre a vítima e o suspeito começou pela internet, o que levou Tailana a se mudar do Piauí para Pernambuco. O tempo de convivência entre os dois ainda não foi esclarecido pelas autoridades.
O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que busca detalhar a dinâmica do crime e confirmar oficialmente a causa da morte por meio de laudos periciais.
José Diogo de Matos permanece preso e à disposição da Justiça.



