O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou nesta quarta-feira (5), durante a Segunda Cúpula para o Desenvolvimento Social, em Doha, no Catar, que combater a fome e a pobreza é uma obrigação de governo, não um ato de caridade. O discurso ocorreu na plenária do evento e destacou as políticas públicas brasileiras que retiraram milhões de pessoas da extrema pobreza, segundo informações do site do MDS.
Dias ressaltou que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome em 2024, após a inclusão de 26,5 milhões de pessoas em programas de segurança alimentar e a retirada de 7,6 milhões da linha da pobreza desde 2023. “O presidente Lula nos lembra: fome não é um fenômeno natural, é uma escolha política. O governo decidiu incluir os pobres no orçamento e isso produziu resultados concretos”, afirmou o ministro.
Entre as medidas destacadas, estão a ampliação da proteção social universal, o fortalecimento da segurança alimentar e o incentivo à produção de pequenos agricultores por meio de compras públicas e acesso à alimentação adequada. Ele também citou ações que unem proteção e geração de renda, como o Bolsa Família, que garante dignidade, e o Programa Acredita, voltado para crédito, garantias e apoio ao empreendedorismo.
Durante sua fala, Wellington Dias apresentou os avanços da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, criada há um ano e que já conta com mais de 200 membros. O ministro explicou que o modelo de cooperação permite que os países liderem seus próprios programas, com o apoio coordenado de parceiros internacionais. A Aliança recolocou o combate à fome no centro da agenda global, defendendo uma transição climática justa que proteja os mais pobres e garanta dignidade humana.
O ministro também destacou a importância da justiça tributária como ferramenta para reduzir desigualdades. Ele defendeu sistemas fiscais progressivos, o combate a fluxos ilícitos e a responsabilização dos mais ricos, além da criação de um marco global de cooperação tributária no âmbito da ONU.
Por fim, Wellington Dias saudou a Declaração de Doha, assinada por líderes mundiais durante a Cúpula. O documento estabelece compromissos conjuntos para combater a pobreza, promover a igualdade e proteger os direitos humanos, além de propor novas métricas de governança social e econômica além do PIB.








