A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, baleada na cabeça pelos talibãs por sua defesa da educação feminina, contará sua história em um livro que será publicado neste ano, com o título I am Malala (Eu sou Malala), pela editora britânica Weidenfeld & Nicholson, filial da Hachette Livre. De acordo com a BCC, ela receberá três milhões de dólares pela obra.
“Quero contar a minha história, mas também a história das 61 milhões de crianças que não podem ter educação. Quero ser parte de uma campanha para dar a cada menino e menina o direito de ir à escola. É um direito básico”, disse Malala em comunicado.

Caso – A paquistanesa, que tinha 14 anos na época, foi atingida por tiros na cabeça e no ombro no dia 9 de outubro de 2012, em Mingora, noroeste do país. Um grupo do Talibã, autor do ataque, queria castigá-la por seu ativismo em favor da educação das meninas paquistanesas, pelo qual ficou conhecida em 2009, quando passou a usar um blog para denunciar a violência cometida por membros do grupo terrorista.
O atentado provocou uma grande comoção no mundo e no Paquistão, onde um sentimento antitalibã foi registrado em várias regiões do país de mais de 180 milhões de habitantes, palco do aumento do fundamentalismo religioso nos últimos anos.
Dias depois do ataque, Malala foi transferida para um hospital em Birmingham, na Grã-Bretanha, onde foi submetida a duas cirurgias de reconstituição craniana no início de fevereiro. Há duas semanas, ela voltou a estudar na cidade britânica, onde sua família viverá por algum tempo.
A jovem, que se tornou um símbolo da luta contra o extremismo religioso, é uma das candidatas ao prêmio Nobel da Paz deste ano.
(Com agência AFP)





