O tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida, condenado a 13 anos e seis meses de prisão por participação na chamada trama golpista, se entregou à Polícia Federal neste domingo, em Goiânia. Ele foi detido ao desembarcar no aeroporto da capital goiana, onde já era aguardado por agentes da Polícia Federal.
A prisão ocorre após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou no sábado a prisão domiciliar de condenados ligados ao chamado núcleo 4 da investigação. A medida foi adotada depois da tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, que teria rompido a tornozeleira eletrônica ao tentar deixar o país.
Decisão do STF impôs medidas cautelares aos condenados
Assim como os demais alvos da decisão, Guilherme Marques Almeida ficará submetido a uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acessar redes sociais, de manter contato com outros investigados e de receber visitas. O militar também deverá entregar o passaporte às autoridades.
Durante a Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal, o tenente-coronel chegou a desmaiar ao receber os agentes em sua residência, em fevereiro.
De acordo com as investigações, um áudio obtido pela PF indica que o militar teria sugerido “sair das quatro linhas” para viabilizar um golpe de Estado após as eleições de 2022. O material foi extraído de celulares e computadores apreendidos durante as diligências.
Atualmente, o único foragido relacionado ao caso é Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL). Ele foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por participação na trama, acusado de produzir e divulgar um relatório falso sobre supostas falhas nas urnas eletrônicas, com o objetivo de questionar o resultado eleitoral. Segundo a Procuradoria-Geral da República, Rocha foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.







