Deolane e PCC sob suspeita

Polícia aponta elo de Deolane com esquema financeiro do PCC

Influenciadora foi alvo da Operação Vérnix, que investiga movimentações financeiras atribuídas à facção criminosa.

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Polícia cumpriu mandado contra Deolane em operação sobre lavagem ligada ao PCC em SP
Foto: AgNews

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, considerado uma das maiores organizações criminosas do país.

Segundo os investigadores, Deolane seria beneficiária de recursos enviados por uma transportadora apontada como controlada pela facção criminosa. A polícia afirma que a influenciadora mantinha dezenas de empresas registradas em endereços considerados fictícios no interior paulista, utilizadas para movimentações financeiras suspeitas.

A prisão aconteceu na residência da influenciadora, localizada em Tamboré, na Grande São Paulo. As autoridades informaram que ela havia retornado recentemente da Itália, onde estava em viagem. O nome de Deolane chegou a ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol após os investigadores identificarem sua permanência em Roma durante o avanço das apurações.

A Operação Vérnix também teve como alvo integrantes apontados como líderes da facção, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e familiares ligados ao esquema investigado. Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e ativos financeiros. Carros de luxo, imóveis e contas bancárias foram incluídos nas medidas judiciais.

De acordo com o inquérito, os investigadores identificaram movimentações incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados pela influenciadora. Relatórios do Coaf apontaram depósitos em espécie, transferências consideradas atípicas e movimentações financeiras de alto valor.

As autoridades também afirmam que empresas ligadas a Deolane apresentavam características comuns em esquemas de ocultação patrimonial, como ausência de atividade operacional e compartilhamento de endereços e contabilidade. A polícia sustenta que o grupo utilizava pessoas jurídicas para disfarçar a origem do dinheiro investigado.

O Ministério Público classificou o caso como uma nova estratégia de infiltração do crime organizado na economia formal. A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos e rastrear o destino dos recursos movimentados pelo grupo.

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