A passagem de grandes embarcações pelo Estreito de Ormuz voltou a ganhar intensidade nesta quinta-feira (18), poucas horas depois da assinatura de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã voltado ao encerramento do conflito entre os dois países.
Dados de rastreamento marítimo indicam que pelo menos três superpetroleiros de bandeira saudita, transportando cerca de seis milhões de barris de petróleo bruto, atravessaram a estratégica rota marítima. Outros navios também reapareceram em sistemas públicos de monitoramento após semanas sem divulgar suas posições durante a travessia da região.
O movimento ocorre em um dos corredores mais importantes para o comércio global de energia. O estreito conecta o Golfo Pérsico aos mercados internacionais e concentra uma parcela significativa das exportações mundiais de petróleo e gás natural.
Entre as embarcações identificadas está o Tong Lin Wan, navio-tanque do tipo Aframax registrado em Hong Kong. Segundo registros de navegação, a embarcação havia carregado nafta na Refinaria de Ruwais, em Abu Dhabi, no início de março e permaneceu operando no Golfo Pérsico antes de cruzar o estreito nesta quinta-feira.
Outro navio monitorado foi o Mraikh, controlado pela QatarEnergy e carregado com gás natural liquefeito. A embarcação deixou Ras Laffan após receber carga entre os dias 12 e 13 de junho e segue com destino ao Porto Qasim, no Paquistão.
Também foi registrado o deslocamento do Ye Chi, outro petroleiro de médio porte com bandeira de Hong Kong. Após passar pela ilha iraniana de Larak, a embarcação permaneceu parada na área do Estreito de Ormuz, conforme os dados disponíveis.
As embarcações Tong Lin Wan e Ye Chi são administradas pela COSCO Shipping Energy Transportation. Nem a companhia chinesa nem a QatarEnergy haviam se manifestado sobre as operações até a publicação das informações.
Apesar da divulgação do acordo provisório, o cenário ainda é acompanhado com cautela pelo mercado internacional. O texto prevê compromissos entre as partes, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá retomar ações militares caso o Irã descumpra os termos estabelecidos. O cumprimento do acordo deverá ser monitorado nas próximas semanas.







