A assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã poderá ocorrer em Genebra, na Suíça, segundo fontes ligadas às negociações diplomáticas. A cerimônia é prevista para acontecer já no domingo (14) e representaria um avanço importante nas tratativas entre os dois países.
As informações surgem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que um acordo de grande alcance estaria próximo de ser concluído. Segundo ele, os documentos estão praticamente finalizados e a formalização poderá ocorrer em território europeu, possivelmente com a participação do vice-presidente JD Vance.
Fontes com conhecimento das negociações afirmam que a assinatura abriria uma nova fase do processo diplomático, voltada para a implementação dos compromissos previstos no memorando. O documento também estaria sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em referência à atuação do Paquistão como mediador das conversas.
Apesar das informações divulgadas por autoridades e interlocutores envolvidos no processo, ainda não há confirmação oficial por parte do governo iraniano. Uma fonte ligada a Teerã indicou que Viena, na Áustria, também permanece entre as alternativas consideradas para sediar o evento.
Entre os principais pontos mencionados por Trump estão o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares e o encerramento imediato do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos. O presidente norte-americano afirmou ainda acreditar que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, aprovou os termos discutidos.
Em declarações públicas, Trump chegou a afirmar que os Estados Unidos teriam encerrado a guerra com o Irã, destacando que a questão nuclear representava o principal objetivo das negociações.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, classificou as notícias sobre um acordo fechado como especulação. Segundo ele, o governo ainda não tomou uma decisão definitiva e segue avaliando os termos em discussão.
Baghaei também acusou Washington de alterar posições ao longo das conversas e afirmou que ações militares americanas dificultaram o avanço do diálogo diplomático. Já o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei demonstrou desconfiança em relação às declarações de Trump e defendeu a continuidade da postura adotada pelo país no conflito.
Enquanto os dois lados mantêm discursos divergentes, a expectativa internacional se concentra nos próximos dias, quando poderá haver definição sobre a assinatura do documento e os passos seguintes das negociações.







