Na manhã desta quarta-feira (8), a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), localizada em um condomínio de Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária. A diligência foi confirmada pela defesa e posteriormente pelo SBT News.
Segundo o advogado João Henrique de Freitas, os agentes procuravam armas, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro dos armamentos. A defesa informou que nenhum dos itens buscados foi encontrado durante a operação.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o magistrado afirmou que a busca era necessária para assegurar o cumprimento integral da ordem judicial que determinou a entrega de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro, diante de inconsistências apresentadas nas informações encaminhadas pela defesa.
A operação acontece após Moraes revogar o certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e o porte de arma do ex-presidente, além de determinar a entrega de 11 armamentos no prazo de 48 horas.
Inicialmente, os advogados informaram que oito armas estavam sob responsabilidade do Exército. No entanto, após a devolução de seis unidades, a instituição comunicou que uma espingarda e uma pistola calibre 9 milímetros não foram localizadas em seu arsenal.
A defesa explicou que a divergência envolvendo a pistola Glock ocorreu por um erro de identificação no registro. Conforme os advogados, trata-se da mesma arma apreendida anteriormente durante uma blitz em Brasília e atualmente mantida sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Em relação à espingarda da marca Maestro, a defesa informou que o armamento permanece no Rio Grande do Sul e que nunca foi retirado da empresa responsável porque teria sido recebido como presente. Para Moraes, porém, os esclarecimentos apresentados não foram acompanhados de documentos capazes de comprovar a localização da arma nem a regularidade de sua custódia.
Os advogados também corrigiram a informação inicial sobre a quantidade de armas registradas em nome de Bolsonaro, afirmando que o total é de 10, e não 11. Desse conjunto, seis foram entregues pelo Exército, duas haviam sido recolhidas anteriormente por determinação do Tribunal de Contas da União e uma foi apreendida durante uma abordagem policial envolvendo um militar da equipe de segurança do ex-presidente.
Após a apreensão da pistola, ocorrida em 15 de junho, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal. Na ocasião, reconheceu ser proprietário da arma e afirmou que ela era mantida para defesa pessoal durante o período de prisão domiciliar.
As circunstâncias envolvendo a localização dos armamentos seguem sendo analisadas pelas autoridades responsáveis no âmbito das decisões judiciais em andamento.








