Visitas a Bolsonaro ficam mais restritas após decisões de Moraes; filhos têm horários limitados

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O acesso ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão domiciliar humanitária, em Brasília, ficou mais restrito após duas decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

As medidas mudam significativamente a dinâmica de visitas em comparação ao período em que Bolsonaro esteve detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde recebeu políticos e aliados com autorização judicial.

Acesso mais controlado e suspensão de visitas

Uma das decisões determina a suspensão das visitas por 90 dias, com exceções previamente autorizadas. Segundo Moraes, o objetivo é manter um ambiente controlado e reduzir riscos, especialmente relacionados à saúde.

Em outra frente, o ministro negou o pedido da defesa que solicitava acesso irrestrito dos filhos que não residem com o ex-presidente.

Filhos têm horários definidos

Com a nova regra, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro só podem visitar o pai duas vezes por semana — às quartas e sábados — em horários específicos:

  • 8h às 10h
  • 11h às 13h
  • 14h às 16h

A restrição também se aplica a Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos e responde a processo no STF.

Exceção para Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro tem tratamento diferente. Por integrar a equipe de defesa, ele pode visitar o pai como advogado, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), entre 8h20 e 18h, por até 30 minutos.

Quem pode entrar na residência

Moram com o ex-presidente a esposa Michelle Bolsonaro, uma filha adolescente e uma enteada — todos sem restrições de horário.

Além deles, estão autorizados:

  • Nove advogados
  • Três médicos
  • Um fisioterapeuta

Todos os visitantes passam por revista, e o uso de celulares ou qualquer equipamento eletrônico é proibido durante as visitas.

Regras mais rígidas que na “Papudinha”

Durante os 56 dias em que esteve no batalhão da PM, Bolsonaro recebeu visitas com maior frequência, incluindo políticos aliados como Nikolas Ferreira, Bia Kicis e Rogério Marinho.

No período, ele teve encontros com advogados em 40 dias e recebeu assistência religiosa em seis ocasiões.

Drones proibidos e risco de prisão

Outra medida imposta por Moraes proíbe o uso de drones em um raio de 100 metros da residência.

A decisão foi tomada após registro de sobrevoos irregulares na região no dia da transferência de Bolsonaro do hospital — onde tratava uma pneumonia — para a prisão domiciliar.

Segundo o ministro, o uso desses equipamentos pode violar a privacidade e configurar crime. Em caso de descumprimento, a Polícia Militar está autorizada a:

  • Abater o drone
  • Apreender o equipamento
  • Prender o operador em flagrante

Contexto político intensifica impacto das medidas

As restrições ocorrem em um momento estratégico para o grupo político ligado ao ex-presidente. Três de seus filhos articulam candidaturas para as eleições de outubro, incluindo a possibilidade de disputa nacional.

Nesse cenário, a limitação de visitas reduz o contato direto com aliados e pode influenciar a organização política do grupo.

Fonte: CNN Brasil.

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