A Polícia Militar de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira, 10, a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu acusado de feminicídio contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado e transfere o oficial para a reserva da corporação. A medida foi assinada pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior.
A transferência ocorreu a pedido do próprio tenente-coronel. Segundo a portaria publicada anteriormente, ele passará para a reserva remunerada com proventos integrais.
O caso passou a ser questionado pelo Ministério Público de São Paulo, que pediu esclarecimentos à Secretaria da Segurança Pública e à Polícia Militar sobre a situação funcional e previdenciária do oficial.
Geraldo Neto foi preso preventivamente em 18 de março, em São José dos Campos, após investigação da Corregedoria da PM. Ele também foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e fraude processual.
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O tenente-coronel está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.
A defesa nega o crime. A versão apresentada pelo oficial é contestada pelos investigadores, e o caso segue sob apuração das autoridades.








