A astronauta Suni Williams anunciou, nesta quinta-feira (22), sua aposentadoria da NASA após 27 anos de atuação. Embora o comunicado tenha sido feito agora, a decisão passou a valer oficialmente em 27 de dezembro de 2025. Williams ganhou projeção internacional em 2024 ao pilotar o primeiro voo tripulado da espaçonave Starliner, da Boeing, ao lado do astronauta Butch Wilmore.
A missão atraiu atenção mundial após a nave apresentar uma série de falhas técnicas durante o trajeto até a Estação Espacial Internacional, incluindo problemas nos propulsores e vazamentos de gás, o que levou a Nasa a reavaliar a segurança do retorno.
Missões na Estação Espacial Internacional marcaram a carreira
Ao longo da trajetória, Suni Williams participou de três missões na ISS e acumulou 608 dias no espaço, o segundo maior tempo total já registrado por um astronauta da agência. Ela também figura entre os voos espaciais mais longos de americanos, com 286 dias em missões envolvendo a Starliner e a SpaceX.
A astronauta realizou nove caminhadas espaciais, somando 62 horas e 6 minutos — o maior tempo já alcançado por uma mulher e o quarto maior da história. Williams também entrou para os registros como a primeira pessoa a correr uma maratona no espaço.
Além das missões orbitais, exerceu funções estratégicas na Nasa. Em 2002, integrou a missão NEEMO, permanecendo nove dias em um habitat subaquático. Depois de seu primeiro voo espacial, atuou como vice-chefe do Escritório de Astronautas e foi diretora de Operações em Star City, na Rússia. Mais recentemente, participou do desenvolvimento de uma plataforma de treinamento com helicópteros voltada à preparação de astronautas para futuras missões à Lua.
Retorno à Terra após permanência prolongada no espaço
Inicialmente, a missão com Wilmore previa apenas oito dias em órbita. Contudo, diante das falhas da Starliner, a Nasa decidiu, em agosto de 2024, que o retorno na nave da Boeing seria arriscado. Com isso, os astronautas permaneceram na ISS por um período prolongado, integrando a rotação da missão Crew-9.
Wilmore e Williams retornaram à Terra apenas em março de 2025, mais de nove meses após a decolagem. O episódio ficou conhecido como o período em que os astronautas ficaram “presos no espaço”, reforçando debates sobre segurança e confiabilidade de novas espaçonaves tripuladas.







