Vítima fez BO antes do crime

Estudante morta com mais de 100 facadas denunciou ameaças antes do feminicídio

Boletim de ocorrência registrado meses antes do crime relatava ameaças e ciúmes excessivo. Suspeito está preso preventivamente.

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Foto: Redes Sociais/Reprodução

A morte da estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, continua sendo investigada pela Polícia Civil após o crime ocorrido no último sábado, em Barbacena, na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais. Antes de ser assassinada com mais de 100 facadas, a vítima já havia procurado a polícia para denunciar ameaças feitas pelo então namorado, Gustavo Dutra Lima, de 25 anos.

O boletim de ocorrência foi registrado em 21 de fevereiro deste ano. No documento, Letícia relatou que sofria ameaças e afirmou que o companheiro demonstrava comportamento marcado por ciúmes excessivo. Os dois estudavam na mesma turma do curso de medicina.

Após o crime, Gustavo foi localizado e preso na manhã de domingo em Bom Jardim de Minas, município situado a cerca de 180 quilômetros de Barbacena. Durante a audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, o suspeito foi encaminhado para o presídio de São João del Rei, onde permanece detido.

Informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais indicam que o nome de Gustavo também aparece em processos envolvendo perturbação da ordem, difamação e posse de drogas para consumo pessoal. Outros detalhes sobre essas ocorrências não foram divulgados.

A defesa do investigado informou, por meio dos advogados Tatiana Cristina Cavalieri Tomaz da Silva Chaves e Marcelo José Cerqueira Chaves, que não irá comentar o caso neste momento.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que o caso é tratado como feminicídio. Novas informações não serão divulgadas por enquanto para preservar as investigações.

Natural de Montes Claros, Letícia era estudante da Faculdade de Medicina de Barbacena e estava na etapa final da graduação. Em 2025, compartilhou nas redes sociais a conclusão do Trabalho de Conclusão de Curso, celebrando a reta final da formação.

A instituição de ensino divulgou nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas da estudante. Nas redes sociais, diversas homenagens destacaram Letícia como uma pessoa dedicada, carinhosa, além de mãe e filha muito querida.

O corpo da estudante foi sepultado na segunda-feira, no Cemitério Parque Repouso da Saudade, em Barbacena. A investigação prossegue para esclarecer todas as circunstâncias do feminicídio.

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