Israel anunciou que manterá suas tropas no sul do Líbano mesmo após o acordo provisório de cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã. A posição foi confirmada nesta segunda-feira (14) pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que afirmou que o governo israelense já comunicou a decisão ao presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo Katz, a estratégia de segurança de Israel prevê a permanência das Forças de Defesa em zonas consideradas essenciais para a proteção das fronteiras e das comunidades israelenses. Além do sul do Líbano, a política também inclui áreas na Síria e na Faixa de Gaza.
O ministro declarou que a manutenção dessas posições militares representa uma das principais lições extraídas dos ataques de 7 de outubro de 2023. Ele ressaltou que Israel não pretende abrir mão de interesses considerados fundamentais para a segurança nacional.
De acordo com Katz, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tratou do tema diretamente com Trump. O ministro também afirmou ter reforçado a posição israelense durante conversa telefônica com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth.
A declaração ocorre em meio à redução dos confrontos no sul do Líbano após o anúncio de um entendimento entre Washington e Teerã para encerrar as hostilidades em diferentes frentes da região. Apesar da diminuição dos ataques, autoridades libanesas orientaram moradores deslocados a não retornarem imediatamente para áreas afetadas pelos combates.
O conflito teve forte impacto sobre o território libanês. Segundo informações das autoridades locais, milhares de pessoas morreram e cerca de 1,2 milhão foram obrigadas a deixar suas casas durante a ofensiva israelense contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
O acordo divulgado por mediadores prevê a interrupção das operações militares em diversas frentes, incluindo o Líbano. Após o anúncio, fontes de segurança relataram queda significativa nos ataques, embora ainda tenham sido registrados disparos isolados de artilharia e a presença de drones sobre a região de Beirute.
A situação segue sendo acompanhada por autoridades internacionais, enquanto permanecem as negociações para consolidar o cessar-fogo e reduzir as tensões no Oriente Médio.







