Prisão preventiva mantida hoje

Justiça mantém preso suspeito de feminicídio em Oeiras após audiência de custódia

Decisão confirmou a legalidade da prisão em flagrante e determinou que o investigado permaneça na Penitenciária Regional Maria de Cota enquanto o caso segue sob investigação.

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Suspeito de feminicídio permanece preso após decisão judicial durante audiência de custódia.

A Justiça converteu em prisão preventiva o flagrante de Edimilson José de Sousa, investigado por um feminicídio ocorrido na zona rural de Oeiras, no Sul do Piauí. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada por videoconferência pela Central Regional de Audiência de Custódia IV, em Floriano.

A sessão foi conduzida pela juíza Melissa de Vasconcelos Lima Pessoa, que reconheceu a legalidade da prisão efetuada pela Polícia Militar e entendeu que havia elementos suficientes para manter o investigado preso durante o andamento das investigações.

Segundo os autos, a decisão levou em consideração o auto de prisão em flagrante encaminhado pela Central de Flagrantes de Oeiras, além dos depoimentos de policiais e testemunhas. O processo também aponta que o suspeito descumpriu uma medida protetiva de urgência que o impedia de se aproximar da vítima.

As investigações da Polícia Civil indicam que o crime ocorreu no povoado Riacho Fundo, na zona rural do município. Conforme o inquérito, o investigado entrou na residência da vítima e a atingiu com um golpe na região do pescoço, provocando sua morte.

Durante a audiência, o Ministério Público defendeu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, argumentando que a medida era necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso. A defesa, por outro lado, solicitou a concessão de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares.

Ao fundamentar a decisão, a magistrada afirmou que medidas alternativas à prisão não seriam suficientes, considerando o descumprimento da medida protetiva e a violência descrita no processo.

Com a determinação judicial, o mandado de prisão preventiva foi expedido e registrado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. Edimilson José de Sousa foi encaminhado para a Penitenciária Regional Maria de Cota, em Oeiras, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Civil segue responsável pela investigação e dará continuidade à apuração até a conclusão do inquérito, que será posteriormente encaminhado ao Poder Judiciário.

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