Novo Mercado Público de Oeiras: difícil começo

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Por que este moderno empreendimento está se mostrando inviável?

No dia 14 de março do ano de 2017, sob intensa e festiva comemoração, foi entregue à população oeirense o novo mercado público.

Mesmo extrapolando consideravelmente o prazo de execução da obra, fixado inicialmente em 180 dias e custo orçado em 6 milhões de reais, a cidade pareceu esquecer essas distorções e diante da grandiosidade, da moderna infraestrutura e beleza do empreendimento, comemorou efusivamente. Não poderia ser diferente.

No transcurso do advento de seu tricentenário, Oeiras estar diante de uma de suas mais significativas conquistas de sua história. Torna-se realidade o novo mercado público de Oeiras, que recebeu o nome de Mercado Municipal Dona Lili, homenagem póstuma à empresária Elizabeth Sá, mãe do atual prefeito José Raimundo Lopes e irmã do idealizador e principal executor da obra, o ex-prefeito Dr. Benedito de Carvalho Sá – B. Sá.

 

“Procuramos colocar uma estrutura que uma cidade tem, dentro de apenas um lugar.  Hoje a gente sente que todos estão com a satisfação enorme de estar ocupando aquele espaço”, comemorou o prefeito para a imprensa durante a festa de inauguração.

Nasceu com várias finalidades e alguns desafios. Dentre estes, o de tornar-se o maior entreposto comercial da região centro sul do estado e abrigar a centenária feira livre de Oeiras, que mudaria de lugar. Saindo da Praça do Comercio onde surgiu, para ser abrigada no interior do novo espaço.

 

Obra dessa magnitude qualquer cidade se orgulharia de ter em seu perímetro territorial e Oeiras orgulhosamente o recebeu. No entanto, o brilho da festa ofuscou latentes obstáculos que só se fariam perceber depois.

Passados apenas 10 meses de sua inauguração, o novo mercado de Oeiras, está se mostrando inviável, contrariando todas as expectativas geradas.

A “satisfação de todos” comemorada pelo prefeito José Raimundo, cede lugar para insatisfações e incertezas.  Tornou-se uma problemática para a cidade, carecedora de profundas discussões no sentido de buscar saídas para recolocá-lo no caminho para o qual foi construído.  “Como uma cidade pode se dar ao luxo de abrir mão de uma obra grandiosa como esta”? Perguntava-se um turista em visita ao novo mercado.

 

A cidade não pode se dá ao “luxo” de ignorar tão moderna estrutura. Foi um caro investimento, embora este, lamentavelmente, não tenha sido levado à uma discussão previa, quando da sua edificação, no tocante a vários fatores e aos obstáculos mencionados a cima, que mais cedo ou mais tarde se fariam perceber.  Dentre estes o impacto do preponderante fator Cultural.

 

“Acreditar na força exclusiva dos gerentes para mudar comportamentos é crer que a cultura possa ser alguma coisa diferente da realidade vivida, espontânea, subjetiva dos indivíduos; que ela possa ser alguma coisa diferente da relação dos indivíduos com suas condições de existência, para ser alguma coisa que possa ser decretada e mudada à vontade” Defende em suas palestras mundo a fora, o mestre em Economia do Desenvolvimento pelo INPED de Argel (Argélia), O professor Omar Paris.

Matéria completa em DOCUMENTO ESPECIAL DE INVICTA em circulação a parti de 12 de fevereiro.

 

Por Jota Jota Sousa

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