Três homens foram presos na quinta-feira (18) suspeitos de tentar colocar em circulação notas falsas em estabelecimentos comerciais na região de divisa entre os estados do Piauí e Pernambuco. A ação ocorreu no povoado Pau Ferro, zona rural de Petrolina (PE), e contou com a atuação integrada do Grupamento da Polícia Militar de Acauã, da Força Tática do 20º Batalhão da PM e da Polícia Rodoviária Federal.
Segundo a Polícia Militar, as equipes receberam denúncias de que os suspeitos estariam tentando utilizar cédulas falsificadas em comércios localizados às margens da BR-407, no município de Acauã. As informações apontavam que o grupo não conseguiu concluir as compras na área urbana e seguiu em direção ao Posto Fiscal Pipocas, na zona rural da cidade.
Com base nas denúncias, os policiais iniciaram diligências e analisaram imagens de sistemas de monitoramento, conseguindo identificar o veículo utilizado pelos envolvidos. A partir do levantamento realizado pelo GPM de Acauã, foi montada uma operação conjunta com a equipe Charlie da Força Tática de Paulistana e o núcleo de inteligência da PRF em Petrolina.
O automóvel foi localizado e abordado no distrito de Pau Ferro, em Petrolina. Durante a vistoria, os agentes encontraram 167 cédulas supostamente falsas escondidas em compartimentos ocultos do veículo, inclusive em áreas isoladas do motor.
Foram apreendidas 146 notas de R$ 50, que totalizavam R$ 7.300, além de 21 notas de R$ 100, somando R$ 2.100. O valor total do dinheiro falsificado chegou a R$ 9.400.
Além das cédulas, os policiais recolheram produtos que, segundo as investigações, teriam sido adquiridos com o uso das notas falsas, entre eles cervejas, lanches e sandálias.
Os suspeitos, identificados pelas iniciais R.S.M., A.G.N. e A.S.N., são naturais de Ipirá, na Bahia. Eles foram encaminhados em flagrante para a sede da Polícia Federal em Juazeiro (BA), onde ficaram à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência reforça a importância da integração entre as forças de segurança no combate a crimes praticados em áreas de fronteira entre estados. O caso seguirá sob investigação para apurar a origem das cédulas e a possível atuação do grupo em outras localidades.









