No último domingo (5), câmeras de segurança registraram um homem chutando a própria filha, de apenas três anos, durante uma caminhada em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Após a repercussão do caso e o avanço das investigações, a Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (9), um mandado de prisão preventiva contra o suspeito.
Segundo a polícia, a decisão foi tomada após a apuração apontar indícios de que as agressões não se limitaram ao episódio registrado pelas câmeras. As investigações indicam que a menina e o enteado do homem, de cinco anos, já teriam sido vítimas de outras violências.
De acordo com os investigadores, o menino apresentava marcas no rosto e há suspeitas de que tenha sido agredido com um cinto ou um pedaço de madeira semanas antes. As informações reunidas durante o inquérito foram encaminhadas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que autorizaram a prisão preventiva.
As imagens mostram o homem caminhando com as duas crianças quando, em determinado momento, desfere um chute contra a filha, fazendo com que ela caia no chão. Um pedestre ainda tenta intervir, mas acaba sendo confrontado pelo agressor. Em seguida, a menina se levanta e o grupo deixa o local.
A mãe das crianças tomou conhecimento da agressão após assistir ao vídeo que circulava nas redes sociais. Ela registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7), dando início às medidas formais de investigação.
Ouvido pela Polícia Civil na quarta-feira (8), o suspeito afirmou que chutou a criança porque ela estava chorando. Como não havia situação de flagrante, ele foi liberado após prestar depoimento. Segundo a corporação, o homem compareceu espontaneamente à delegacia, sem advogado, declarou estar arrependido e chorou durante o interrogatório.
Além da prisão preventiva, a Polícia Civil solicitou medidas protetivas em favor da mãe, da menina e do irmão dela. O Conselho Tutelar acompanha o caso e presta assistência à família enquanto as investigações prosseguem.
O suspeito responderá pelo crime de lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica e familiar. O nome dele não foi divulgado oficialmente pelas autoridades.








