STF condena Eduardo por coação

STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos de prisão e o torna inelegível

Decisão unânime da Primeira Turma aponta tentativa de interferência em processo ligado à investigação da trama golpista.

Participe do nosso grupo de Whatsap

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF e também ficou inelegível por oito anos.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou nesta terça-feira (17) o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi unânime e também determinou a inelegibilidade do político por oito anos, além da perda do cargo que ocupava como escrivão da Polícia Federal.

Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Eduardo Bolsonaro teria atuado para pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações junto ao governo dos Estados Unidos. A investigação sustenta que as ações tinham como objetivo influenciar o andamento de processos relacionados à tentativa de golpe de Estado investigada após as eleições presidenciais.

Os ministros entenderam que houve tentativa de constranger o Poder Judiciário por meio de iniciativas voltadas à adoção de medidas internacionais contra integrantes do Supremo Tribunal Federal. Entre elas, estariam propostas de sanções e restrições direcionadas a autoridades brasileiras.

Durante o julgamento, o relator Alexandre de Moraes afirmou que não cabe a um parlamentar brasileiro promover ações externas contra instituições nacionais com o objetivo de interferir em processos judiciais. O entendimento foi acompanhado pelos demais ministros da turma.

Após a decisão, Eduardo Bolsonaro contestou a condenação e afirmou que o processo não observou garantias legais. Em manifestação pública, ele classificou o julgamento como injusto e declarou que pretende recorrer da sentença.

Atualmente residindo nos Estados Unidos, o ex-deputado foi representado pela Defensoria Pública da União no processo. Caso a condenação seja confirmada após o esgotamento dos recursos, autoridades brasileiras poderão avaliar medidas para cumprimento da pena em território nacional.

A decisão amplia os desdobramentos judiciais relacionados às investigações sobre a trama golpista e mantém o tema entre os principais assuntos da política brasileira. O caso ainda poderá passar por novas etapas de análise nos tribunais superiores.

Conteúdo relacionado

Publicidade

Deixe um comentário

Aviso: os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não refletem a opinião do Portal Integração. É proibida a inclusão de comentários que violem a lei, a moral e os princípios éticos, ou que violem os direitos de terceiros. O Portal Integração reserva-se o direito de remover, sem aviso prévio, comentários que não estejam em conformidade com os critérios estabelecidos neste aviso.

Veja também...