A taxa conhecida como “Permit”, anunciada pela Federação Piauiense de Atletismo, passou a ser alvo de polêmica no Piauí após a confirmação de que será cobrada nas corridas de rua a partir de janeiro de 2026. Nas redes sociais, atletas e organizadores questionam os valores, enquanto a federação afirma que a cobrança é legal, obrigatória e necessária para garantir segurança e organização dos eventos.
De acordo com a entidade, o valor do Permit varia entre R$ 750 e R$ 4.500, conforme o número de participantes. Quanto maior a prova, maior será a taxa aplicada. A medida atinge corridas realizadas em vias públicas em todo o estado.
O que é o Permit e por que ele é obrigatório no Piauí
O Permit é uma autorização oficial emitida pela federação estadual que permite a realização regular de uma corrida de rua. Sem esse documento, a prova não é reconhecida nem pela federação local nem pela Confederação Brasileira de Atletismo.
Segundo a presidente da FPI, Maria da Paz, a exigência sempre existiu, mas deixou de ser aplicada durante um período em que a federação esteve inativa. Com a retomada das atividades, a nova gestão passou a cumprir e fiscalizar todas as normas previstas no regulamento do atletismo brasileiro.
Por que a cobrança começou agora
A Federação Piauiense de Atletismo foi reativada recentemente após mais de três anos sem funcionamento regular. Com isso, voltou a fiscalizar as provas e a exigir o cumprimento das regras técnicas, administrativas e legais.
De acordo com a presidente, a reação negativa de parte dos organizadores ocorre porque muitos eventos vinham sendo realizados sem a devida fiscalização. A federação reforça que o atletismo envolve não apenas corridas de rua, mas também provas de pista, campo e outras modalidades, todas regidas por normas específicas.
Reclamações de organizadores e atletas
Organizadores de eventos afirmam que os custos para realizar corridas de rua já são elevados e que a nova taxa pode acabar sendo repassada aos atletas, encarecendo ainda mais as inscrições. Corredores amadores, especialmente os que participam por lazer ou saúde, dizem não perceber retorno imediato da cobrança.
Segurança é principal argumento da federação
A FPI afirma que a cobrança do Permit tem como foco principal a segurança dos atletas. Segundo a entidade, já foram registradas situações de risco em corridas sem fiscalização adequada, incluindo provas realizadas sem o bloqueio correto das vias, expondo corredores a veículos em circulação.
A federação destaca que o Permit permite atuação técnica, orientação aos organizadores e fiscalização das condições da prova, evitando acidentes e irregularidades.
O que diz a legislação brasileira
O Código de Trânsito Brasileiro determina, desde 1997, que competições esportivas realizadas em vias públicas precisam de autorização do poder público e da federação da modalidade correspondente, como atletismo, ciclismo ou triatlo.
Para onde vai o dinheiro arrecadado
Segundo a FPI, os recursos do Permit serão investidos no fortalecimento do atletismo piauiense, incluindo compra de materiais, formação de árbitros, realização de competições e apoio a atletas em viagens e eventos nacionais.
Um dos exemplos citados é o atleta Jean Cláudio, de Campo Maior, que irá representar o Piauí na Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo, largando no pelotão Elite B. A federação afirma que parte dos recursos já tem sido usada para apoiar atletas como ele.
Além disso, o Permit garante:
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reconhecimento oficial do evento;
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controle técnico e arbitragem;
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homologação de resultados;
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padronização das provas;
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inclusão no calendário oficial do atletismo.
Para esclarecer dúvidas e reduzir a tensão, a Federação Piauiense de Atletismo informou que irá se reunir com organizadores de corridas de rua no dia 8 de janeiro, quando serão apresentadas as normas, os benefícios e o suporte oferecido por meio do Permit.







