A influenciadora e advogada Deolane Bezerra continuará presa após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou nesta terça-feira (9) um pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa. Ela está detida desde 21 de maio na penitenciária feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
A defesa solicitava a revogação da prisão preventiva ou a substituição da medida por prisão domiciliar. Os advogados argumentaram que não estariam presentes os requisitos legais para a manutenção da custódia, como risco à ordem pública, à investigação ou ao cumprimento da lei penal.
Segundo informações apuradas pela imprensa nacional, os ministros do STJ decidiram manter a prisão por entenderem que a análise do caso ainda deve ocorrer nas instâncias judiciais inferiores.
Deolane é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro que, de acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, teria ligação com integrantes da facção criminosa PCC. A influenciadora nega qualquer envolvimento e afirma ser alvo de perseguição.
As investigações apontam que empresas seriam utilizadas para movimentar recursos de origem suspeita. Entre os elementos analisados pelos investigadores está a relação da influenciadora com pessoas ligadas à família de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da organização criminosa. Tanto Deolane quanto pessoas citadas no inquérito negam as acusações.
No fim de maio, a Polícia Civil encaminhou à Justiça um relatório complementar pedindo o indiciamento de sete pessoas, incluindo Deolane e Marcola. O documento também cita investigações envolvendo familiares da influenciadora.
Os investigadores afirmam ter identificado uma estrutura financeira considerada complexa em torno de Deolane. O inquérito menciona divergências entre valores movimentados em contas bancárias e rendimentos declarados à Receita Federal entre 2018 e 2022.
Em manifestação enviada da prisão, Deolane voltou a negar participação em qualquer esquema ilegal e declarou ser vítima de perseguição. O caso segue sob investigação e deverá continuar sendo analisado pela Justiça paulista.







