Aposentada de 60 anos foi assassinada dentro de casa, na zona rural de Oeiras. Investigado não aceitava o fim do relacionamento, descumpriu a medida protetiva, admitiu o crime à Polícia Civil e teve a prisão preventiva decretada.
A aposentada Rita Vieira, de 60 anos, foi assassinada na manhã do dia 30 no povoado Riacho Fundo, zona rural de Oeiras, mesmo estando amparada por uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro. O investigado, Edimilson José de Sousa, foi preso poucas horas após o crime, confessou o feminicídio durante depoimento à Polícia Civil e permanece preso preventivamente por determinação da Justiça.
As investigações apontam que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e desrespeitou a decisão judicial que o impedia de se aproximar da vítima. Segundo a Polícia Civil, ele entrou na residência de Rita e a atacou com um golpe de faca na região do pescoço, provocando sua morte.
Familiares relataram que a vítima vinha sofrendo ameaças antes do crime. De acordo com os relatos, no domingo anterior ao feminicídio, um dos filhos do casal conversou com o pai e pediu que ele desistisse da intenção de matar Rita. Apesar do apelo, a violência acabou sendo consumada dois dias depois.
Rita morava sozinha no povoado Riacho Fundo, localizado a cerca de 22 quilômetros da sede de Oeiras, e era mãe de três filhos. Na manhã do crime, ela deveria comparecer a uma consulta médica. Como não apareceu no horário combinado, uma irmã foi até a residência e encontrou sinais de violência. Havia vestígios de sangue em diferentes cômodos da casa, e a aposentada foi localizada sem vida na sala.
Durante o interrogatório, o delegado Luciano Santana informou que o investigado assumiu a autoria do feminicídio. Conforme a versão apresentada à Polícia Civil, ele foi até a casa da vítima nas primeiras horas da manhã. Durante a conversa, Rita afirmou que não pretendia reatar o relacionamento e que estava vivendo um novo envolvimento amoroso. Após a discussão, o suspeito admitiu ter desferido o golpe de faca que matou a aposentada.
Logo após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências para localizar o investigado. Ele foi encontrado por volta do meio-dia nas dependências do Mercado Municipal de Oeiras e conduzido para a Delegacia Regional, onde foi autuado.
Na audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. A decisão levou em consideração a gravidade do feminicídio, o descumprimento da medida protetiva de urgência e os elementos reunidos durante a investigação. O investigado foi encaminhado para a Penitenciária Regional Maria de Cota, em Oeiras, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil continua a apuração do caso para concluir o inquérito, que será encaminhado à Justiça para o prosseguimento do processo criminal.








