Ao menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas após dois fortes terremotos atingirem a Venezuela na noite de quarta-feira (24). O novo balanço foi divulgado nesta quinta-feira (25) pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que decretou estado de emergência enquanto as equipes seguem nas operações de busca por sobreviventes sob os escombros.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro abalo sísmico teve magnitude 7,2 e ocorreu a cerca de 21 quilômetros a oeste de Morón, na costa do Caribe. Apenas 39 segundos depois, um segundo terremoto, de magnitude 7,5, atingiu praticamente a mesma região, ampliando os danos e o número de vítimas.
Os tremores provocaram o colapso de dezenas de edifícios em Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón. Autoridades informaram que o segundo sismo foi o mais intenso registrado no norte venezuelano desde o início do século XX.
As operações de resgate seguem concentradas nas áreas onde houve desabamentos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado por causa dos danos estruturais, enquanto os serviços de metrô e de distribuição de gás em Caracas foram suspensos temporariamente. As aulas também foram canceladas em todo o país até o fim da semana, e parte das escolas será utilizada como abrigo e centro de recebimento de doações.
Diversos países anunciaram apoio humanitário à Venezuela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade às vítimas e colocou o Brasil à disposição para colaborar com os trabalhos de assistência. Os Estados Unidos também confirmaram o envio de equipes especializadas em resposta a desastres, além de suprimentos médicos e humanitários.
Os reflexos dos terremotos foram sentidos no Brasil. A Rede Sismográfica Brasileira registrou os abalos em cidades como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá. Em Belém, moradores deixaram edifícios por precaução. Especialistas explicaram que, apesar da longa distância do epicentro, é comum que terremotos dessa magnitude sejam percebidos em regiões distantes, sem representar risco de danos estruturais em território brasileiro.








